





Quando as pessoas consultam terapeutas, Contam histórias,
Que consistem de eventos,
Muitas vezes ligados em sequência,
De acordo com um enredo.
(MICHAEL WHITE)
NARRATIVAS
Por Maria Angela Teixeira
Narrativa deriva do verbo latino narrare (contar).
Narrar é fazer a relação dos fatos, contar, relatar.
Narrar é a narração de acontecimentos reais ou imaginários por meio de palavras ou imagens.
É também uma forma literária na qual se expõe uma série de acontecimentos reais ou imaginários, escritos ou narrados. Narração oral é o método mais antigo para compartilhar narrativas assim é que desde nossa infância são usados para orientar comportamentos adequados através dos contos de fada no comportamento cultural e dos valores comunitários.
Na verdade, todos os textos narrativos se encontram e são expressos em todas as formas da criatividade humana: através da fala, da literatura, teatro, música, canções, jornalismo, rádio, novelas e cinema, brincadeiras, desenhos, esculturas e outras artes visuais. Textos narrativos são as ações de um personagem num determinado tempo ou espaço. Nas artes cada artista, rabisca, faz rascunhos, desenhos e desenhos para finalizar sua obra.
Assim como o artista mostra através de suas obras como vê o mundo, uma pessoa também rabisca, erra e acerta, faz mudanças na busca de viver sua história de vida da melhor forma através de suas realizações e ao enfrentar os problemas que influenciam bem ou mal sua vida.
Narrativas são histórias e toda história tem personagens principais versus personagens secundários. Em qualquer história o personagem que participa da história narra na primeira pessoa (eu – nós), e geralmente é o narrador da história, o cliente no caso da Terapia Narrativa, ou os observadores do cliente, os pais, professores. A voz que conta a história pode ser de um personagem ou um observador externo. O narrador – observador narra o que vê de fora, na terceira pessoa.
Os textos narrativos se caracterizam pela narração de acontecimentos, verídicos ou fictícios narrados em uma ordem cronológica ou psicológica. A ação de escutar a história da pessoa é o objetivo da terapia narrativa. Os elementos imprescindíveis de uma Terapia Narrativa são os personagens e os motivos pelos quais a pessoa vem para uma terapia contar sua história. Um terapeuta pode mudar os ângulos da história e os contextos narrativos ao ouvir e assim criar uma nova história.
O cliente narra os acontecimentos de sua vida com a seguinte estruturação: 1.Introdução 2. Desenvolvimento 3. Resultado (as consequências do comportamento).
Na apresentação ou introdução deverão ser apresentados os personagens com suas características físicas ou psicológicas para situar o terapeuta-observador no tempo e no espaço da narrativa. Quando existe um conflito, existe uma lista entre forças opostas e isso pode ocorrer entre pessoas, dentro do personagem ou ser contra forças externas como a sociedade ou a natureza.
O personagem principal é o protagonista da história, é quem participa da história. Se houver um personagem ou motivo que se opõe ao personagem principal é o vilão, o antagonista ou o problema. O cliente narra os acontecimentos de sua vida com os elementos essenciais, textuais que caracterizam uma narrativa e organiza os eventos através:
Narração da história, o narrador é quem conta; 2) Enredo; 3) Personagens; 4) Tempo; 5) Espaço; 6) Onde acontece; 7) Resultado ou consequências do comportamento. A narrativa se move entre brechas entre o que se acredita que vai acontecer e o que acontece de fato, a pessoa organiza os eventos. Esses itens respondem. as perguntas: o que, quem, onde, quando, como e
por quê.
1.O que acontece?
É a narração do enredo da história narrada pelas pessoas, pelos clientes. São os fatos narrados, a trama da história dos acontecimentos que são vivenciados pelos personagens com uma sequência dos fatos.
É uma introdução, apresentação da queixa, a trama da história com os meios usados, complicação, clímax, e o fim ou resultado da situação problemática são os elementos que servem para informar ou refletir sobre a história vivenciada.
2.Quem faz?
São as ações dos personagens, quem age, quem participa da história. É o enredo da vivência dos personagens, de quem conta, os acontecimentos vivenciados pelos personagens. É a história do desenrolar do conflito, as imagens que ocorrem. É a história da situação em que surgem diferenças e interesses, expectativas, valores e opiniões consideradas inaceitáveis para indivíduos ou grupos, quer sejam internamente ou em relação a outros grupos. As imagens que ocorrem no tempo e no espaço narrativo são vivenciadas pelos personagens na exposição do enredo da narrativa do problema. O fato causador ocorre quando há uma luta: que pode ser luta psicológica, moral ou emocional. Um conflito envolve um único personagem e suas dúvidas, dilemas e contradições internas (definição, importância e exemplos). A sequência dos fatos tem um início (apresentação da queixa) com meio, a complicação, clímax e um fim o resultado dessa luta.
3.Quem conta?
É o narrador da história na terapia, e quem conta é o cliente ou os pais. O narrador é a voz que narra a história, a pessoa responsável pela narrativa da história ou narrativa do observador, é quem organiza os eventos em um enredo, num determinado tempo e espaço. O terapeuta pode dar ênfase aos acontecimentos e relacionar os fatos na terceira pessoa sem qualquer participação. A narrativa pode ter um relator ONISCIENTE que é caracterizado por conhecer em detalhes os personagens, seus pensamentos e possíveis interesses e pode narrar o texto na terceira pessoa. Personagens e o narrador são o foco narrativo.
4.Quando acontece? Num determinado tempo, onde acontecem e se desenrolam os acontecimentos que a pessoa expressa em ordem cronológica, horas, dias, anos etc. No enredo narrativo os personagens desenvolvem narrativas que podem ser físicas ou psicológicas e podem ter personagens principais, protagonistas ou antagonistas ou secundárias.
O conflito se dá entre forcas opostas. Tempo e o cenário juntos constroem a história. No conflito estão situações em que surgem diferenças de interesse, expectativas, valores considerados inaceitáveis para indivíduos ou grupos.
5.Onde? O espaço, o local onde se desenrola a ação, que na terapia pode ser ambientada de forma político-social ou psicológica. A ordem psicológica se refere as vivencias subjetivas ou as lembranças dos acontecimentos narrativos que dependem de experiencias subjetivas.
6.Motivo? O motivo pelo qual se dão as ações ou acontecimentos – o fato em si que forma a estrutura para se contar uma história completa e coesa, isto diz respeito ao detalhamento da questão, destaca o como e o porquê dasações.
7. Resultado ou consequências das ações tomadas ou sofridas, um desfecho que se ocupa em evidenciar as consequências das ações tomadas ou sofridas pelo cliente. É o momento em que a narrativa do cliente pode encontrar seu ponto final para narrar o porquê de estar vindo fazer uma terapia.


AS INÚMERAS POSSIBILIDADES QUE O UNIVERSO NOS OFERECE
por Maria angela teixeira
Em cada aspecto do universo ou formas de vida existem inúmeras possibilidades de escolhas, isto para que não fiquemos fixamente presos apenas em uma possibilidade.
Abaixo estão informações retiradas do Safari e Google em preto. As minhas reflexões pessoais estão em vermelho.
Temos exemplos de aspectos fixos, mas mesmos assim eles mostram formas diferentes no seu todo. Exemplo: Existe um número incalculável de planetas no universo que orbitam no sistema solar, mas são apenas oito (8) que sabemos ou temos conhecimentos na “Terra” numa ordem em que são representados convencionalmente.
OS PLANETAS SÃO: MÉRCURIO (equivalente a HERMES na mitologia grega); MARTE (deus romano da guerra equivalente a ARES na mitologia grega); VÊNUS equivalente a AFRODITE a deusa do amor e beleza na mitologia grega. Na mitologia grega GAIA pode ter sido a deusa primordial da TERRA, é a Mãe Terra, deusa que deu origem a tudo, assim como URANO é o deus grego que deu origem aos Céus (cujo pai era Saturno); NETUNO, o deus romano dos mares equivalente a POISEDON; SATURNO o deus romano da agricultura e do tempo que era pai de JÚPITER, deus romano do Céu e dos relâmpagos, o rei dos deuses; único filho que não foi devorado pelo pai Saturno que segundo uma profecia seria devorado por um filho. Todos os planetas com nomes dos deuses da mitologia grega ou romana. O maior planeta é JÚPITER e o menor, MERCÚRIO. São apenas oito planetas, mas suas possibilidades são incalculáveis.
Vamos falar apenas da Terra o quarto maior planeta no sistema solar e que é o terceiro planeta mais próximo do sol, tem cerca de 70% da sua superfície coberta por água. A Terra não é “viva” apenas sob a ordem biológica, mas também sob a ótica atmosférica, geológica e física uma vez que tudo isso está em constante transformação. Algumas teorias dizem que a vida surgiu na Terra um bilhão de anos após sua formação. A Terra possui em média 10 Km sobre os oceanos e entre 25 e 100 km sob os continentes O homem se adaptou as condições apresentadas pela Terra e aprimorou suas habilidades retirando dela aquilo que era necessário à sua sobrevivência de forma cada vez mais precisa com numa população aproximadamente de 7.722.522.000 habitantes, e cada um manifestando suas múltiplas possibilidades de formas diferentes.
Assim, dentro das possibilidades da Terra podemos falar agora sobre os 4 elementos da sua natureza: terra, água, ar e fogo. Na filosofia cada um representa qualidades específicas.
Terra: representa a solidez, associada a nosso corpo físico, ao solo que pisamos, aos alimentos e a matéria. Seus elementos representam estabilidade e matéria.
Água: simboliza a fluidez, flexibilidade e emoções, está presente nos líquidos do nosso corpo e nos rios, lagos e oceanos. Está ligada as emoções e fluidez
Ar: conecta-se com a respiração, comunicação ligada ao pensamento e comunicação, sendo o oxigênio que respiramos e os ventos que sentimos.
Fogo: representa o calor, aluz, a transformação e a ação associado ao calor do corpo, à coragem e a paixão. Remete a vontade e transformação.
São 4 os elementos que são apresentados ao ser humano com as milhares de possibilidades inerentes a cada um desses elementos.
Por que estou colocando isso? São apenas quatro elementos, mas suas possibilidades são incalculáveis.
Na Bíblia esses quatro elementos representam o poder de Deus e a criação, usados de forma espiritual: é outra forma de se ver e sentir os 4 elementos.
Água simboliza, a vida, purificação e o novo.
Ar representa o Espírito Santo e o sopro divino da vida.
Fogo simboliza a presença de Deus, a purificação, a paixão e o zelo por Ele
Terra, criação física, representa a matéria e a estrutura da criação
No mundo espiritual o número 4 simboliza estabilidade, ordem, estrutura e concretização, representa as energias fundamentais para a existência e a prática espiritual. São vistos como forças que moldam o universo e a personalidade humana, simbolizando arquétipos que influenciam o corpo, a mente e o espírito. O equilíbrio entre esses 4 elementos é fundamental para a harmonia, bem-estar e desenvolvimento pessoal em diversas tradições, onde cada ser humano também mostra mil e uma possibilidades na forma como usa esses elementos.
Na Bíblia o número 777 simboliza a perfeição da Santíssima Trindade (Deus Pai, Filho e Espírito Santo), é chamado o número de Deus, representa a plenitude e a perfeição do Plano Divino, mostrando a obra de Deus com absoluta perfeição, cada ser recebe de acordo com o lugar onde nasceu e ainda assim mostrando inúmeras possibilidades
O planeta TERRA tem seis continentes de acordo com o modelo adotado no Brasil e em muitos países: África, América, Ásia, Antártida, Europa e Oceania. Alguns modelos colocam sete continentes porque dividem a América em América do Norte e do Sul com diferentes influências e possibilidades.
Estou tentando mostrar que são apenas 6 continentes, mas mas as possibilidades são infinitas.
O que quero demonstrar com essas reflexões é que em cada aspecto da vida temos milhares de possibilidades, então o homem também tem múltiplas possibilidades apesar das doenças, diagnósticos, alegrias e tristezas. As paralimpíadas e olimpíadas estão aí para demonstrar como o homem pode ultrapassar suas limitações, experiencias e sentimentos que veem de forma diferente para cada ser humano.
Essas reflexões vêm para demonstrar como em cada aspecto da vida, todos nós temos inúmeras possibilidades, seja na doença, na saúde, na alegria ou na tristeza, na ciência ou no dia a dia, até a morte, somos seres humanos com possibilidades que são incalculáveis.
Assim os diagnósticos também podem ser vivenciados de forma diversas, dependendo do nosso olhar referente às possibilidades humanas. Exemplo: Um autista pode ter esse diagnóstico, mas pode ultrapassar esse diagnóstico como ser humano e não ficar preso a ele. Pode usar a dança, a música, a arte, a ciência etc. e abrir novas possibilidades, apesar de ter tido esse diagnóstico.
Este é o ponto focal da Terapia Narrativa desenvolvida por
MICHAEL WHITE e DAVID EPSTON
A PESSOA NÃO É O PROBLEMA.
O PROBLEMA É O PROBLEMA,
Isto é,
O PROBLEMA É A RELAÇÃO DA PESSOA COM O PROBLEMA
Acima no desenho estão os conceitos que guiam o terapeuta narrativa que podem ser usados em qualquer das 3 etapas de uma Terapia Narrativa:
DESCONSTRUÇÃO – RECONSTRUÇÃO - CONSOLIDAÇÃO
Usamos esses conceitos na prática usando a EXTERNALIZAÇÃO - HISTÓRIAS ALTERNATIVAS- NOMEAR PROBLEMA - MOMENTOS ÚNICOS - PANORAMA DE AÇÃO - PANORAMA DE IDENTIDADE - AUSENTE, MAS IMPLICITO - CERIMONIAS DE DEFINIÇÃO – REMEMBRANÇA – REAUTORIA - TESTEMUNHAS EXTERNAS e ainda se pode usar CARTAS ou MAPAS.
.O terapeuta pode também pedir ao cliente para nomear o problema e então falar sobre o nome e a relação com o problema.
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A terapia narrativa trata os sintomas com as técnicas de externalização buscando dentro de uma variedade de condições (ansiedade, depressão, desordens de alimentação, TDAH, as condições de saúde mental) para que as pessoas possam aprender a separar os problemas delas mesmas, abrindo novas possibilidades.
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Dessa forma, ao perceber que o problema não define quem são as pessoas, os indivíduos conseguem enxergar suas próprias capacidades ou potenciais, abrindo espaço para a ressignificação de suas experiências. Isso fortalece o senso de autonomia e protagonismo, permitindo que novas narrativas sejam construídas a partir de suas vivências e escolhas.
Com as técnicas de externalização as pessoas podem aprender a separar os problemas delas mesmas. E dessa forma começamos a sair da situação problemática.
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A terapia narrativa procura mostrar às pessoas histórias alternativas, ao endereçar os tópicos para maneiras mais saudáveis e produtivas na relação com o problema, assim o terapeuta pode ajudar o cliente a ser mais objetivo com seus problemas, e colocá-los num contexto sociocultural mais amplo que dê espaço para outras histórias e se saia do problema saturado e repetitivo.
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A terapia narrativa torna o cliente observador de sua própria história, mostrando com as técnicas para externalizar que a relação com os problemas pode ser externalizada ao invés de ser tratada como partes imutáveis de si mesmos.
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OS CLIENTES SÃO ENCORAJADOS A NÃO CULPAREM A SI MESMOS, NEM AOS OUTROS.
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OS CLIENTES SÃO TRATADOS COMO OS EXPERTS DE SUAS PRÓPRIAS HISTÓRIAS.
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A VISÃO DA TERAPIA NARRATIVA É QUE O CONHECIMENTO É SUBJETIVO E CONSTRUÍDO POR CADA PESSOA.
UM PASSEIO COM A VAIDADE, CONSIDERADA UM DOS SETE PECADOS CAPITAIS por Maria Angela Teixeira
VAIDADE no Dicionário do Aurélio significa “qualidade do que é vão, ilusório. Desejo imoderado de atrair admiração. É sinônimo de presunção e tem como adjetivo a palavra vaidoso” A palavra também tem o significado de sopro, vapor, névoa ou efemeridade. O termo transmite a ideia de algo passageiro, vazio, ilusório de efemeridade transitória, sem permanência das coisas, pode ser compreendido como uma “bolha de sabão” que tem cor e forma, mas não tem substância ou conteúdo duradouro. Algo que se manifesta como excesso de orgulho, busca por aprovação alheia, ostentação e idolatria da própria imagem ou conquistas, desprezo aos outros e foi usada na Bíblia como símbolo de punição ou julgamento.
O termo Fogueira das Vaidades se popularizou a partir de uma postura em Florença no ano de 1497 defendida pelo padre da Ordem Dominicana, Girolamo Savonarola, estudioso e pregador reformista no período conhecido como Renascimento. Ele criticava os ricos por explorarem os pobres e repreendia muitos líderes religiosos por sua corrupção. Naquele período ele foi queimado numa fogueira e com ele aquilo que significou a queima pública de objetos considerados pecaminosos, como cosméticos, roupas de luxo, espelhos, obras de arte e livros para purificar vícios e vaidades.
O termo foi também abordado como assunto principal em um livro famoso chamado A Fogueira das Vaidades de Tom Wolfe, americano e publicado em 1987 que retrata a Nova Iorque dos anos 1980 e a ascensão e queda do protagonista da história Sherman McCoy operador da Bolsa de Valores de NY.Hoje essas palavras são usadas para descrever um sistema onde a busca por fama, poder e audiência na mídia podem levar à destruição de reputações.
Como disse Salomão: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Ele se referia a natureza transitória e efêmera das riquezas, poder, sabedoria humana, realizações e prazeres. Tudo rodeia a vaidade.
A vaidade mental ou psíquica é a tendencia de se acreditar que é superior aos outros, leva a um comportamento de orgulho, exibicionismo e hipocrisia muitas vezes disfarçados como virtude. Se manifesta na busca por reconhecimento e sensação de superioridade em relação aos que não seguem o mesmo caminho e na incapacidade de reconhecer os próprios erros e fraquezas.
Todos nós sofremos, com maior ou menor intensidade desse aspecto humano que dependendo do contexto e da sua intensidade pode se manifestar de forma presunçosa, arrogante, orgulhosa, esnobe ou pretensiosa ou até existir camuflada como forma de orgulho disfarçado. A fogueira é usada para demonstrar a idolatria que significa em grego “adoração a ídolos” A vaidade pode ser externa, tóxica se criar um personagem para impressionar aos outros ao invés de cuidar de si.
SERÁ QUE OS SERES HUMANOS COM A VAIDADE QUE DEMONSTRAM QUEREM SERVIR AOS OUTROS OU A SI MESMOS?
Esta pergunta pode ser feita a qualquer pessoa, em qualquer profissão, mas em particular aos políticos governantes, por exemplo, e se encaixa muito bem para colocarmos a pergunta sem medo de errar:
SERÁ QUE OS POLÍTICOS COMO SERES HUMANOS COM A VAIDADE QUE OSTENTAM QUEREM SERVIR AOS OUTROS OU A SI MESMOS?
Será que Donald Trump, Wladimir Putin, Xi Jinping ou Lula no Brasil estão a serviço de suas vaidades ou querem servir aos outros? Essa pergunta é fácil de responder. Por motivos diferentes, o que sobressai é a vaidade em primeiro lugar.
Já que DONALD TRUMP sempre teve muito dinheiro pessoal, o que ele quer mostrar ao mundo, o que mais deseja? Quer aparecer como Salvador da América, como o Poderoso Chefão do mundo? Quer o Prêmio Nobel, o que ele quer, servir sua pátria, aos americanos ou acariciar sua vaidade?
WLADIMIR PUTTIN como demonstra sua vaidade? Este quer poder, o poder de colocar a Rússia nos modelos antigos de Império poderoso e ter a vaidade de dizer que ele fez isso? Quer servir a Rússia, ao povo ou está mostrando sua vaidade na ânsia de poder? Serve a Rússia ou a si mesmo?
XI JINPING quer o que? Qual vaidade que quer exibir ao mundo? Mostrar ao mundo como mudou a China que se tornou uma nação respeitada, espiando o mundo com os olhos apertados de um chinês para ver melhor? Quer ter a vaidade de mostrar seu poder ao mundo?
E LULA? Este quer ir para seu quarto mandato, e ter a vaidade de mostrar como um simples operário pode subir na hierarquia política e se tornar presidente? Ótimo, mas ele quer mais e mais, dirige o Brasil no formato de dirigente sindical agora com aparência de diplomata e não vê seus limites humanos. Quer tanto, que não vê limites, com sua vaidade agora pode tudo.
Nos quatros dirigentes desses países parece que a vaidade fica camuflada e encobre as suas legítimas vaidades de servir aos outros. Estou apenas dando um exemplo da vaidade daqueles que se acham donos do mundo.
E nós pobres mortais como ficamos? Também encobrimos nossas vaidades com aparências mais nobres, algumas até são legitimas, mas também muitas vezes são camufladas como grandes conquistas que precisamos mostrar aos outros para firmarmos a nós mesmos como parte do nosso crescimento humano. A vaidade está presente em todos os seres, na verdade, todos somos grandes atores no mundo com nossas vaidades e o ruim disso é que ao esquecermos os seres humanos que somos, nossa essência humana maravilhosa, enganamos a nós mesmos achando que com nossas vaidades podemos alcançar dinheiro, posição, riquezas materiais etc. esquecemos que podemos alcançar nossa verdadeira missão humanitária ao sermos diferenciados dos outros animais e de sermos feitos à imagem e semelhança de um ser maior com nossa inteligência. Seria essa nossa verdadeira missão neste mundo?
ASSIM PODEMOS CONCUIR COM ESSE BREVE RELATO QUE A VAIDADE É UM OBSTÁCULO QUE DIFICULTA O CRESCIMENTO PESSOAL E DESVIA O FOCO DE DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO NA SUA AÇÃO PARA SE TORNAR UM INDIVÍDUO MELHOR NO SEU PROCESSO DE CRESCIMENTO HUMANO– O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO COMO COLOCADO POR C.G. JUNG: O APRENDIZADO DE UM SER HUMANO MAIS COMPLETO, CONSCIENTE DE SUAS LIMITAÇÕES, NA BUSCA DE MELHORAR A SUA AÇÃO PARA SE TORNAR UM INDIVÍDUO, CADA VEZ MAIS HUMANO.

UM PASSEIO COM A VAIDADE, CONSIDERADA UM DOS SETE PECADOS CAPITAIS por Maria Angela Teixeira
VAIDADE no Dicionário do Aurelio significa “qualidade do que é vão, ilusório. Desejo imoderado de atrair admiração. É sinônimo de presunção e tem como adjetivo a palavra vaidoso” A palavra também tem o significado de sopro, vapor, nevoa ou efemeridade. O termo transmite a ideia de algo passageiro, vazio, ilusório de efemeridade transitória, sem permanência das coisas, pode ser compreendido como uma “bolha de sabão” que tem cor e forma, mas não tem substância ou conteúdo duradouro. Algo que se manifesta como excesso de orgulho, busca por aprovação alheia, ostentação e idolatria da própria imagem ou conquistas, desprezo aos outros e foi usada na Bíblia como símbolo de punição ou julgamento.
O termo Fogueira das Vaidades se popularizou a partir de uma postura em Florença no ano de 1497 defendida pelo padre da Ordem Dominicana, Girolamo Savonarola, estudioso e pregador reformista no período conhecido como Renascimento. Ele criticava os ricos por explorarem os pobres e repreendia muitos líderes religiosos por sua corrupção. Naquele período ele foi queimado numa fogueira e com ele aquilo que significou a queima pública de objetos considerados pecaminosos, como cosméticos, roupas de luxo, espelhos, obras de arte e livros para purificar vícios e vaidades.
O termo foi também abordado como assunto principal em um livro famoso chamado A Fogueira das Vaidades de Tom Wolfe, americano e publicado em 1987 que retrata a Nova Iorque dos anos 1980 e a ascensão e queda do protagonista da história Sherman McCoy operador da Bolsa de Valores de NY.Hoje essas palavras são usadas para descrever um sistema onde a busca por fama, poder e audiência na mídia podem levar à destruição de reputações.
Como disse Salomão: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Ele se referia a natureza transitória e efêmera das riquezas, poder, sabedoria humana, realizações e prazeres. Tudo rodeia a vaidade.
A vaidade mental ou psíquica é a tendencia de se acreditar que é superior aos outros, leva a um comportamento de orgulho, exibicionismo e hipocrisia muitas vezes disfarçados como virtude. Se manifesta na busca por reconhecimento e sensação de superioridade em relação aos que não seguem o mesmo caminho e na incapacidade de reconhecer os próprios erros e fraquezas.
Todos nós sofremos, com maior ou menor intensidade desse aspecto humano que dependendo do contexto e da sua intensidade pode se manifestar de forma presunçosa, arrogante, orgulhosa, esnobe ou pretensiosa ou até existir camuflada como forma de orgulho disfarçado. A fogueira é usada para demonstrar a idolatria que significa em grego “adoração a ídolos” A vaidade pode ser externa, tóxica se criar um personagem para impressionar aos outros ao invés de cuidar de si.
SERÁ QUE OS SERES HUMANOS COM A VAIDADE QUE DEMONSTRAM QUEREM SERVIR AOS OUTROS OU A SI MESMOS?
Esta pergunta pode ser feita a qualquer pessoa, em qualquer profissão, mas em particular aos políticos governantes, por exemplo, e se encaixa muito bem para colocarmos a pergunta sem medo de errar:
SERÁ QUE OS POLÍTICOS COMO SERES HUMANOS COM A VAIDADE QUE OSTENTAM QUEREM SERVIR AOS OUTROS OU A SI MESMOS?
Será que Donald Trump, Wladimir Putin, Xi Jinping ou Lula no Brasil estão a serviço de suas vaidades ou querem servir aos outros? Essa pergunta é fácil de responder. Por motivos diferentes, o que sobressai é a vaidade em primeiro lugar.
Já que DONALD TRUMP sempre teve muito dinheiro pessoal, o que ele quer mostrar ao mundo, o que mais deseja? Quer aparecer como Salvador da América, como o Poderoso Chefão do mundo? Quer o Prêmio Nobel, o que ele quer, servir sua pátria, aos americanos ou acariciar sua vaidade?
WLADIMIR PUTTIN como demonstra sua vaidade? Este quer poder, o poder de colocar a Rússia nos modelos antigos de Império poderoso e ter a vaidade de dizer que ele fez isso? Quer servir a Rússia, ao povo ou está mostrando sua vaidade na ânsia de poder? Serve a Rússia ou a si mesmo?
XI JINPING quer o que? Qual vaidade que quer exibir ao mundo? Mostrar ao mundo como mudou a China que se tornou uma nação respeitada, espiando o mundo com os olhos apertados de um chinês para ver melhor? Quer ter a vaidade de mostrar seu poder ao mundo?
E LULA? Este quer ir para seu quarto mandato, e ter a vaidade de mostrar como um simples operário pode subir na hierarquia política e se tornar presidente? Ótimo, mas ele quer mais e mais, dirige o Brasil no formato de dirigente sindical agora com aparência de diplomata e não vê seus limites humanos. Quer tanto, que não vê limites, com sua vaidade agora pode tudo.
Nos quatros dirigentes desses países parece que a vaidade fica camuflada e encobre as suas legítimas vaidades de servir aos outros. Estou apenas dando um exemplo da vaidade daqueles que se acham donos do mundo.
E nós pobres mortais como ficamos? Também encobrimos nossas vaidades com aparências mais nobres, algumas até são legitimas, mas também muitas vezes são camufladas como grandes conquistas que precisamos mostrar aos outros para firmarmos a nós mesmos como parte do nosso crescimento humano. A vaidade está presente em todos os seres, na verdade, todos somos grandes atores no mundo com nossas vaidades e o ruim disso é que ao esquecermos os seres humanos que somos, nossa essência humana maravilhosa, enganamos a nós mesmos achando que com nossas vaidades podemos alcançar dinheiro, posição, riquezas materiais etc. esquecemos que podemos alcançar nossa verdadeira missão humanitária ao sermos diferenciados dos outros animais e de sermos feitos à imagem e semelhança de um ser maior com nossa inteligência. Seria essa nossa verdadeira missão neste mundo?
ASSIM PODEMOS CONCUIR COM ESSE BREVE RELATO QUE A VAIDADE É UM OBSTÁCULO QUE DIFICULTA O CRESCIMENTO PESSOAL E DESVIA O FOCO DE DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO NA SUA AÇÃO PARA SE TORNAR UM INDIVÍDUO MELHOR NO SEU PROCESSO DE CRESCIMENTO HUMANO– O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO COMO COLOCADO POR C.G. JUNG: O APRENDIZADO DE UM SER HUMANO MAIS COMPLETO, CONSCIENTE DE SUAS LIMITAÇÕES, NA BUSCA DE MELHORAR A SUA AÇÃO PARA SE TORNAR UM INDIVÍDUO, CADA VEZ MAIS HUMANO.